Globo prepara novo comparsa para substituir Teixeira
Fazendo parecer que bandidagem, corrupção, contravenção e malandragem são caracteristicas naturais da sociedade brasileira e mostrando como o poder e o sucesso podem ser alcançados à margem da lei, a Globo dá show na criação do personagem, bandido do bem, que substituirá o comparsa Teixeira, no comando do futebol no País, perpetuando o seu monopólio das transmissões esportivas sob a influência do Ricardo – o nefasto:
Deve-se ao bicheiro Jaça a entrada de Sanchez na vida interna do Corinthians. O então diretor de futebol amador do clube pediu ao auxiliar que cuidava da escolinha de futebol, Manoel Ramos Evangelista, que André do Rio – como Sanchez era então conhecido – fosse
admitido como ajudante. Nesse período, o jogo do bicho pesava muito na balança corintiana. O apelido de Evangelista é Mané da Carne, oriundo do ramo que o tornou próspero: açougue, primeiro; depois, a carne verde no atacado. Em 1995, ele era diretor adjunto da escolinha que reunia 70 moleques de 10 a 13 anos. Sanchez passou a ser seu assessor. Ia para o clube de BMW e tirava dinheiro do bolso para as despesas de uma categoria a que a diretoria não dava maior importância. “Ele gastava, do dele”, diz Jaça. “E, como todo mundo sabe: quem assina o cheque tem preferência.” Aos três mosqueteiros – Jaça, Mané e Sanchez – juntou-se um quarto: André Luiz de Oliveira, conhecido como André Negão. Também era bicheiro, sócio de Jaça, e Mané o agregou à escolinha. Como mostra seu cartão, Jaça é “assessor especial da presidência”. Ele mesmo traduz: “Na verdade, sou um aspone. Não mando p… nenhuma e não faço nada”. Já mandou mais, muito, mas ainda banca suas apostas.
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